quinta-feira, 5 de janeiro de 2012



      Origem do Tarot

Em relação à origem do Tarot as opiniões divergem muito. Algumas pessoas dizem que nasceu no Egipto, outros insistem que veio da Índia trazida pelos ciganos. Devido às Cruzadas e ao comercio em todo o Oriente, vários elementos filosófico - culturais  se misturaram para criar este oráculo na sua presente forma.
Não nos é possível determinar como ou quando apareceram os primeiros jogos de Tarot, no entanto na Europa apareceram nos finais do século XIV e princípios de XV em França, Itália e na Alemanha. Segundo consta os primeiros eram fabricados mas só as grandes famílias principescas, só eles os podiam possuir, embora fosse usado como divertimento. Consta também que o seu uso foi proibido.
 Em 1392 Carlos VI de França adquiriu de Jacquemin Gringonneur 3 baralhos cartas. Francesco Sforza, Duque de Milao, depois do casamento com Bianca Maria Visconti, encomendou um baralho de cartas que chegou aos nossos dias com o nome de Tarot Visconti.  Só mais tarde e já no século XVIII começam a surgir referencias ao Tarot como arte adivinatória, e vêem até nós pelas obras de Etteilla e de Court Gèbelin, o mundo do oculto com Eliphas  Levy, Papus, Oswoal Wirth, só para citar os mais importantes.
Foi também nesta época que se aproximou a simbologia do Tarot das dos números, e que se começou a procura da sua origem, retomando a descendência iniciática tradicional dos templários, dos alquimistas, da cabala, dos mestres dos mistérios gregos e dos gnósticos, e assim se chegou aos Egípcios. O Egipto faraónico era a mais antiga civilização, daí acharem que poderia ter origem aí, do qual não há provas disso.
Mas seja qual for a sua origem ou idade o seu uso como oráculo foi de tal maneira divulgado que hoje encontramo-lo espalhado pelo mundo inteiro quase sempre como novas interpretações do designado Tarot de Marselha, mas mantendo as suas características básicas e os seus símbolos.
Cada carta é repleta de simbolismo, basta olhar para a carta para poder desde logo ter uma noção do que é que a carta nos quer transmitir. Se é uma carta positiva ou negativa, se é protectora ou instabilizadora se é optimista ou pessimista, de principio ou fim se estável ou de transição. Mas é claro que isso é muito pouco. Há que dar atenção aos símbolos pequenos que por ela estão espalhados como também à sua cor.

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